Deputado Federal afirma que Unesp em Registro não será fechada

Reunião com a reitoria aconteceu na tarde desta quinta-feira (7) em São Paulo (SP), na sede administrativa da Unesp

Por Gabriel Henrique 08/02/2019 - 11:07 hs
Foto: Registro Diário

 

O deputado federal Samuel Moreira (PSDB) esteve em uma reunião, na tarde da última quinta-feira (7), com a reitoria da Unesp em São Paulo (SP) para falar sobre as especulações de fechamento do campus de Registro, em Registro. Após o encontro, o deputado afirmou que o campus não será fechado.

A crise financeira na Unesp tem causado preocupação em funcionários e estudantes. Um dos reflexos é que professores estão sem receber o 13º salário. Em Registro, internamente, funcionários do campus comentavam sobre o possível fechamento da unidade como forma de corte de gastos.

O deputado federal, que é da região do Vale do Ribeira e participou da implantação do campus de Registro enquanto prefeito da cidade, disse que estava fazendo esforços para que o campus não fosse fechado. Reuniões com o governador do Estado e a reitoria da Unesp estavam agendadas para debater o tema.

O deputado se reuniu com o reitor da Unesp, Sandro Roberto Valentini, na tarde de quinta-feira e, em seguida, se pronunciou sobre a reunião em sua página oficial em uma rede social. Moreira abre a publicação afirmando que a Unesp de Registro não será fechada.

Crise Financeira

Nesta ultima semana, notícias sobre o fechamento na Universidade Estadual Paulista (Unesp) vem circulando no Vale do Ribeira e também em outras regiões do Estado. A crise financeira da Universidade afetou o recebimento do 13º salários dos professores que, em conjunto com a população e autoridades, estão se mobilizando para tentar evitar cortes e, até mesmo, o fechamento da unidade em Registro.

De acordo com o Governo do Estado, a Universidade tem total autonomia administrativa, pedagógica e financeira, sendo assim, não cabe ao Governo do Estado quaisquer interferências neste sentido. Em nota, o governo negou que tenha tido qualquer redução no repasse para a universidade. Vale destacar, que as universidades estaduais são financiadas por uma parcela fixa do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Assim, o orçamento varia de acordo com o crescimento ou queda de arrecadação. À Unesp, cabe a parcela de 2,3%. No início do ano de 2018, a reitoria apresentou um projeto de sustentabilidade financeira que busca um teto de gastos com salários de até 85% dos recursos recebidos. No ano de 2017, 97% dos R$2,16 bilhões recebidos, foram gastos apenas com salários.

Essa crise da universidade já vem de longa data, já que, no ano de 2018, a instituição teve um déficit de R$300 milhões, atrasando assim o 13º dos servidores. No dia 22 de janeiro deste ano, o Conselho Universitário aprovou uma indicação de parcelamento do pagamento do 13º salário de 2018 aos servidores, que seria pago 50% em fevereiro e a outra metade em maio. No próximo dia 14, será realizada uma nova reunião para discutir a proposta de fazer o pagamento do décimo terceiro dos funcionários em duas parcelas.

Cabe ressaltar que o governo estadual repassa para as três universidades paulistas - Unesp, USP e Unicamp - 9,57% do total arrecado do ICMS e o valor repassado varia de acordo com a arrecadação do imposto. Em 2018, a Unesp recebeu do Estado R$ 2.372.853.086, de acordo com a Secretaria da Fazenda e Planejamento.