Superação: Pinguim ganha um novo lar após 7 meses de tratamento

Animal foi encaminhado para o Aquário de São Paulo. Espécie está ameaçada de extinção

Por Redação 13/03/2019 - 13:00 hs
Foto: Divulgação / IPeC

Na última terça-feira (12), um pinguim-de-magalhães ganhou um novo lar após ser encontrado debilitado e ter passado por diversos tratamentos. Segundo informações do IPeC (Instituto de Pesquisas Cananéia), o animal foi encontrado na praia de Cananéia no inverno do ano passado e, devido à sua condição especial, não pôde retornar à natureza.

Ainda segundo o IPeC, foram aproximadamente sete meses de tratamento, entre eles, os cuidados com as patas, onde apresentavam uma pododermatite (um tipo de inflamação que causa bolhas nas patas).

“Mesmo sendo operado por especialistas, o animal apresentou uma cegueira irreversível, o que não permitiria que ele sobrevivesse em vida livre. Ele ganhou peso, trocou suas penas de um pinguim juvenil para a fase adulta e agora segue para a sua nova casa!
” – informou o IPeC.

 

O pinguim foi encaminhado para o ASP (Aquário de São Paulo), localizado no distrito do Ipiranga, zona sudeste da cidade de São Paulo. O ASP foi o primeiro Aquário Temático da América Latina. Hoje, o Aquário possuí o total de 15 mil m² e 4 milhões de litros de água onde habitam milhares de animais de centenas de espécies.

Desejamos muita saúde ao nosso hóspede e somos gratos ao Aquário de São Paulo pela oportunidade e parceria!” – disse o IPeC por meio de uma publicação nas redes sociais.

Pinguim-de-Magalhães

Atualmente existem 18 espécies de pinguins e, segundo cientistas, 40 já foram extintas. Das existentes, a maior espécie é o pinguim-imperador, que tem cerca de 1,15 m de altura e chegando a pesar até 41 kg. A menor é o pinguim-azul, com apenas 41 cm de altura e pesando 1 kg. Os pinguins-de-Magalhães são característicos da costa da Argentina, Chile, Uruguai, Malvinas e também do Sul do Brasil. Essa espécie de pinguim não habita o gelo, vivendo normalmente em temperaturas mais amenas. Os pinguins-de-Magalhães são ótimos nadadores, podem atingir até 40km/h.

 

Ameaçado de extinção

Essa espécie é considerada como quase ameaçada de extinção. O pinguim-de-Magalhães tem como principal ameaça os derramamentos de petróleo e outros hidrocarbonetos (que já foram responsáveis pela morte de mais de 20.000 adultos e 22.000 juvenis em um único ano na costa argentina) a pesca predatória de espécies importantes da dieta destes animais e as mudanças climáticas (como aquecimento global que, por exemplo, pode vir a mudar os regimes de precipitação em colônias de nidificação, resultando em mais de 2,5 centímetros de chuva que cai durante um ano, tendo como possível consequência, a inundação de ninhos e morte de filhotes).

Sobre o IPeC

O IPeC (Instituto de Pesquisas Cananéia) é uma ONG sem fins lucrativos, dedicada à pesquisa e conservação da vida selvagem. Atuando na área de educação ambiental e ciências naturais, desenvolvendo atividades de pesquisa e conservação da vida selvagem. Buscam proporcionar oportunidades para a capacitação e aperfeiçoamento de profissionais e estudantes sobre temas relacionados a biologia e ecologia da vida selvagem.

O monitoramento, resgate e reabilitação de animais marinhos são algumas das atividades realizadas pelo IPeC dentro do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), que é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama. Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos encontrados mortos.