Reinvente-se!

Por Soraya Hirota 11/07/2016 - 13:10 hs

Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a equipe do Registro Diário, por ter sido convidada a escrever alguns artigos da área de comunicação (pela qual sou fascinada) e poder compartilhar com vocês. Só para começar, um assunto que sempre, vira e mexe entra na nossa roda de conversas: reinventar-se. Boa leitura.

Uma das matérias mais densas do curso de Comunicação Social, com a professora mais crítica do mundo (para ajudar ela era uma alemã extremamente metódica), foi Cultura Organizacional. Pilhas e pilhas de textos, dos mais consagrados autores da comunicação para desvendar se é possível mudar ou não a cultura de uma empresa. As normas, as crenças, os costumes, os ritos, inclusive os “mitos”, além do papel do líder – que pode ser o herói, o lobo mau ou alguém que não faz a menor diferença - todo esse conjunto que personifica as organizações como um ser vivo, que interage e influencia diretamente no meio em que vivemos, faz parte da cultura organizacional. E por isso ela é tão, tão forte.

Juntando A + B, o que quero falar com vocês é um assunto mais direto, mas se relaciona diretamente com a cultura organizacional dos tempos da ufpr. Sabem por quê? Lembro-me fortemente das amplas discussões daquela matéria que retinha quatro aulas seguidas, foi um tema que me fascinou de uma forma, que acreditem: me tornei a melhor aluna e superei todos os “CDF´s” da sala (foi um choque na época). Doze anos depois, todo esse mistério, ainda traz uma relevância muito atual para promover esse tipo de reflexão nas organizações e que também podemos trazer para a nossa vida pessoal.

A crise, o cenário econômico, os noticiários – quem não lembra-se de ter visto na semana passada uma foto que rodou amplamente nas redes sociais, de um empresário que se matou após demitir mais de 200 funcionários? – tudo isso nos faz pensar, ou pelo menos deveríamos, na ação de reinventar-se.

Para as empresas, sempre, sempre acabo chegando no ponto onde percebo a necessidade de mudar algumas coisas que atrapalham o andar da carruagem e isso, sem dúvidas, acarreta no resultado final: nos resultados de vendas. E por aí vai porque venda ruim em um mês, no outro mês seguido e aí por diante, pode decretar falência. Se você é um empresário, saiba que o seu sonho pode sim chegar ao fim. Se for para colocar a culpa na crise e não aproveitá-la como oportunidade, a situação pode e será devastadora. Mas aí é que está o grande “x” da questão: quem só quiser trabalhar a comunicação superficialmente não verá grandes resultados, pois em muitos casos a necessidade de mudar é mais do que isso.

Já cheguei a atender clientes que só viam a necessidade de trabalhar na divulgação de seus produtos com as redes sociais. Deu certo? Não. Porque isso é superficial. O que adianta mostrar uma coisa na internet, atrair a atenção do cliente, mas ao chegar na empresa, o atendimento é ruim, por exemplo. Se analisarmos a situação mais a fundo, esse atendimento ruim está ligado aos problemas de comunicação entre o proprietário e seus funcionários, além da falta de informação, de treinamento, de visão, de tato com o cliente e até de carisma por parte da liderança no meio social. Sentiram a real? A realidade mágica do facebook não condiz com o cenário implantado na empresa, com a cultura que está ali enraizada.

Para a vida pessoal, que para a maioria também não deixa de estar atrelada à vida profissional, às vezes os problemas estão no nosso modo de enxergar, na nossa falta de flexibilidade, em encarar os nossos defeitos e querer uma mudança, em aceitar o novo de braços abertos e ver isso como uma oportunidade de crescimento (Confira uma outra abordagem sobre o mesmo assunto - CLIQUE AQUI).

Errou até aqui? Então pare. Reflita. Analise. Enxergue o que está errado.

Voltando à aula de cultura organizacional, a conclusão da matéria foi que trabalhar a mudança da cultura é um grande desafio, mas não é impossível. Antes de mais nada é preciso fazer um planejamento, conhecer as falhas, os pontos fortes, fazer um check-up geral. E vale a pena.

 

 

 

 

 

 

 

Soraya Hirota é Relações Públicas e trabalha como assessora de comunicação empresarial
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