“Eu nasci de novo”, afirma o cantor Ronnan Medeiros

Após levar 3 facadas nas costas e passar por cirurgia de alto risco, cantor agora se recupera ao lado da família

Por Mariana Areco Torres 19/04/2018 - 15:00 hs
Foto: Mariana Areco Torres
“Eu nasci de novo”, afirma o cantor Ronnan Medeiros
Cantor está em casa e passa bem

Foi com muita simpatia que o cantor sertanejo Cirson Santos de Jesus, mais conhecido como Ronnan Medeiros, da dupla Ronnan e Raphael, abriu as portas da casa da prima, onde está temporariamente com a esposa e os dois filhos, um de 5 e outro de 10 anos, para dar uma entrevista exclusiva ao Registro Diário.

O cantor contou detalhes sobre o caso que assustou a indignou toda a cidade de Jacupiranga e região do Vale do Ribeira no início deste mês.

Sem inimizades e muito carismático, Cirson não tem a menor ideia de quem pode ter invadido sua casa no bairro Jardim Botuquara na madrugada do dia 08 de abril.

O cantor conta que tudo aconteceu muito rápido e que as cenas passam como flashs em sua cabeça.

Os bandidos pularam o muro da casa, reviraram tudo e surpreenderam o cantor e a esposa já na garagem.

“Quando chegamos em casa eu apertei o controle para fechar o portão da garagem e minha esposa já foi entrando. Tentou acender a luz da sala e não conseguiu, então foi no escuro até o quarto. Quando ascendeu a luz e viu tudo revirado voltou rapidamente até o carro para me avisar. Os bandidos estavam escondidos na nossa garagem, esperando a gente chegar. Eles levaram todo o dinheiro que tínhamos em casa mais a quantia que estávamos trazendo da noite trabalhada no Empório”, explica Cirson.

O cantor disse ainda que os bandidos estavam em dois, ambos com camisetas no rosto. Um deles era aparentemente de estatura baixa e o outro era grande.  

“Eles pegaram as nossas camisetas que estavam no varal para cobrir o rosto. Eu não tive tempo de ver nada. Sai do carro e já levei as três facadas. Na hora a adrenalina era tanta que eu nem vi que tinha sido atingido. Só fui perceber quando eles amarraram minha esposa e eu na sala e comecei a soltar sangue pela boca”.

Daí em diante, o cantor conta que começou a perder os sentidos. Lembra-se de falar para os bandidos “Vocês me acertaram. Estou ferido. Chama o resgate”.

Amarrados improvisadamente com o fio do ventilador, a esposa do cantor conseguiu se soltar e chamar ajuda do vizinho.

Imediatamente ele foi levado ao Hospital Municipal de Jacupiranga, já desacordado, onde recebeu os primeiros socorros até ser transferido para o Hospital Regional de Pariquera-Açu.

“Se a equipe médica não tivesse me socorrido naquele momento talvez eu não tivesse sobrevivido. A rapidez na transferência também foi essencial. Eu não lembro de tudo com detalhes, mas sei que quando cheguei em Pariquera toda equipe já estava me esperando. Tive duas paradas cardíacas e eles praticamente me ressuscitaram”, conta.

O cantor teve o pulmão perfurado e perdeu três litros sangue.

“Eu recebi oito bolsas de sangue e passei por uma cirurgia de alto risco que durou cerca de 4 horas. Eu nasci de novo! Até os médicos ficaram surpresos com a minha recuperação”.

Por sorte os dois filhos do cantor estavam na casa da babá e não presenciaram nada.

Ainda se recuperando do susto, Cirson fala que não vai deixar este fato atrapalhar sua vida. “Vamos adiante. Não vou deixar isso nos prejudicar. Graças a Deus estou vivo e posso voltar a trabalhar”.

Mesmo precisando ficar durante três meses de repouso por orientação médica, o cantor conta com a ajuda de amigos e funcionários para reabrir a casa de shows que tem em Jacupiranga.

“Não podemos ficar parados. A vida continua”.

No final da entrevista, Cirson confessa que ainda não conseguiu ver todas as mensagens nas redes sociais, mas agradece todo carinho que tem recebido.

“Eu ainda estou absorvendo tudo que aconteceu. Mas estou feliz com o carinho que todos estão demonstrando. Quando estiver melhor vou fazer questão de agradecer um por um”.

Cirson ainda não tem previsão de quando vai voltar para casa, que está passando por reforma.

Sobre as investigações, a Polícia Civil de Jacupiranga está trabalhando no caso de forma totalmente sigilosa para que nenhuma informação possa atrapalhar.

“Vamos dar tempo à Polícia! Eles estão fazendo o trabalho deles”.