Polícia Federal e CGU fazem operação em Registro

Operação conjunta investiga grupo suspeito de desviar mais R$ 1,6 bilhão

Por Fagner Vieira 09/05/2018 - 11:38 hs
Foto: Fagner Vieira
Polícia Federal e CGU fazem operação em Registro
Ação da Polícia Federal e CGU em Registro

Na manhã desta quarta-feira (09), Policiais Federais e agentes da Controladoria Geral da união iniciaram buscas em diversas cidades da Baixada Santista e do Vale do Ribeira. A operação, nomeada Prato Feito, investiga um grupo criminoso suspeito de desviar recursos da União destinados à educação nos estados de São Paulo, Paraná, Distrito Federal e Bahia.

Ao todo são 154 mandados de busca e apreensão, pedidos de afastamento preventivo de agentes públicos e o pedido de cancelamento de contrato público referente a 29 empresas e seus sócios.

Todos os mandados foram expedidos à pedido da Polícia Federal pela 1º Vara Criminal Federal de São Paulo e pelo Tribunal Regional Federal da 3º região.

As investigações tiveram início em 2015, a partir de informação apresentada pelo Tribunal de Contas da União relatando possíveis fraudes em licitações de fornecimento de merenda escolar em diversos municípios paulistas, entre eles Cubatão, Mongaguá e Peruíbe, na Baixada Santista, e Registro e Cajati.

Durante as investigações foi apurado que os grupos criminosos agiriam em 30 municípios, contatando prefeituras por meio de lobistas, para direcionar licitações de fornecimento de recursos federais para a educação destinados ao fornecimento de merenda escolar, uniformes, material didático e outros serviços.

Há indícios do envolvimento de 85 pessoas, sendo: 13 prefeitos, quatro ex-prefeitos, um vereador, 27 agentes públicos não eleitos e outras 40 pessoas da iniciativa privada. A CGU identificou, ao longo das investigações, 65 contratos suspeitos, cujos valores totais ultrapassam R$ 1,6 bilhão.

Em Registro, agentes da Polícia Federal e da CGU fizeram buscas na residência de funcionários, na prefeitura, no gabinete e também na Secretaria de Educação, onde os funcionários ficaram retidos desde o início dos trabalhos desta quarta-feira (09).