Governo federal anuncia que desconto acordado no preço do diesel não será imediato

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (06) pelo ministro da casa civil, Eliseu Padilha. Reajustes no frete mínimo também podem ser revistos pelo governo

Por Francine Zanetti 06/06/2018 - 15:53 hs

 

Uma semana após o fim da paralisação dos caminhoneiros em todo o país, o governo reconheceu através de um pronunciamento do ministro da Casa Civil Eliseu Padilha, que o repasse do desconto de R$0,46 no preço do óleo diesel nas bombas não será imediato. Segundo o ministro, fatores como o ICMS (que é um imposto estadual) interferem no preço final dos combustíveis. Ele alegou ainda que os descontos de impostos incidem apenas sobre o diesel puro, mas o combustível que chega nas bombas possui uma adição em cerca de 10% de biodiesel, e este combustível não possui a redução de ICMS fixada pelo acordo. Padilha defende que o governo irá cobrar uma redução mínima de R$0,41 nas bombas.

Ainda assim, de acordo com o site do sindicato do comércio varejista de derivados de petróleo de santos e região, o desconto do combustível não inclui o estoque dos postos, e que estes descontos podem levar mais alguns dias para chegar até o consumidor final. O sindicato também alega que o acordo trata de um repasse, o que significa que, legalmente, é o valor do desconto das refinarias que será repassado ao consumidor final, sem valores estipulados.

Também estão circulando na internet notícias de que os produtores rurais estão pressionando o governo para rever a tabela de frete que foi estipulada pelo governo, como uma das reivindicações dos caminhoneiros para o fim das paralisações.Os ruralistas alegam que, esta nova tabela eleva os valores dos fretes em até 150%. Segundo o site O Estadão, grupos de caminhoneiros autônomos já estariam se mobilizando para uma nova paralisação caso o governo ceda a esta pressão.