Coreógrafo Emerson Trankas faz residência artística em Cabo Verde na África

Esta é a segunda vez que um artista do grupo Caixa Preta reside na academia para processos criativos

Por Francine Zanetti 19/06/2018 - 15:00 hs
Foto: Rafaela de Oliveira

Fundador da Viela Companhia de Danças Urbanas, professor, coreógrafo e pesquisador das danças e cultura urbana, e membro do renomado Grupo Caixa Preta de Teatro, o artista Emerson Trankas, embarcou este Domingo para Cabo Verde, África, onde realiza até agosto residência artística na ALAIM – Academia Livre de Artes de Mindelo, parceria firmada entre o Grupo Caixa Preta de Teatro e a instituição que tem por objetivo fomentar, produzir e difundir a atividade cultural na Ilha de São Vicente, norte do arquipélago Cabo Verdiano, e referência na cultura daquele país, ao oferecer acesso à atividades artísticas de qualidade a população e promover encontros, festivais e mostras de arte e cultura internacionalmente conhecidos.

Coordenado pela atriz e produtora Janaina Alves, brasileira, radicada em Cabo Verde há oito anos, a ALAIM é o maior certame de artistas e projetos culturais, dentre eles firmados com a colaboração do Ministério da Cultura e Indústrias Criativas. A residência se dará em meio a colaboração da entidade, o Grupo Caixa Preta de Teatro e a Viela Companhia de Danças Urbanas, que pretende potencializar a dança produzida em Mindelo, a partir do processo de criação do artista brasileiro para o Projeto BA-Cultura, financiado pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, que atende crianças que recebem bolsas para estudar na instituição e nas Oficinas de Criação Artísticas para Jovens e Adultos que pesquisam a Dança como expressão artística, além de realizar um espetáculo com os participantes da residência que terá dois meses de duração.

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A troca será intensa e pretende intensificar a pesquisa e as práticas na área da dança, desenvolvidas pela Viela Companhia de Danças Urbanas, atuante no Vale, e principal companhia estável de Dança da região. “É certamente uma grande oportunidade de desenvolver de forma mais verticalizada minha pesquisa em torno de uma expressividade na dança, conhecendo e, sobretudo, trocando com estes artistas que tenho enorme admiração e certamente aprenderemos muito comumente uns com os outros, pois a arte não tem fronteiras”, diz o Coreógrafo e Pesquisador, Emerson Trankas. “A cidade de Registro há muito vem desempenhando um importante papel na área das artes cênicas, tanto no tradicional teatro, como num conceito de dança que foge em muito dos padrões estabelecidos tradicionalmente na cidade”.

“O Grupo Caixa Preta, parceiro absoluto da Viela Companhia de Dança, acredita que a troca e a experiência na pesquisa é que agregam reais valores aos nossos processos de construção artística. Ter nosso coreografo na África e, especialmente na ALAIM, é sobretudo mais uma grande alegria e sinônimo de orgulho, por se tratar de um espaço de afeto e profissionalismo artístico e de um artista de nossa região do mais alto nível. Sem dúvidas, nada substitui a arte feita por artistas”. Define Fabiano Muniz, diretor artístico do Grupo Caixa Preta de Teatro, um dos idealizadores da residência e que já esteve por um mês no país na Academia Livre de Artes do Mindelo, dirigindo um espetáculo para o Mindelact- Festival Internacional de Teatro do Mindelo, e recentemente em Angola, nos trinta anos do renomado Elinga Teatro, durante o Festival Internacional de Artes de Luanda a convite da direção.