Aplicativos: eles melhoram o mundo dos negócios?

Por Fagner Vieira 15/09/2016 - 11:34 hs

Image: Pixabay

Um dos fatos mais discutidos e analisados através de estudos e pesquisas no Brasil é a mudança que os aplicativos estão realizando no setor de vendas e serviços. Atualmente, já se enxerga a diferença real que uma empresa que utiliza aplicativos obtém no mercado, se comparada àquelas que continuam apresentando seus produtos apenas via sites tradicionais.

Este ano, o MMA, entre outros, divulgou o resultado de uma pesquisa revelando que o Brasil tem o maior mercado de internet da América Latina, onde mais de 90% das pessoas com idades entre 34 anos possui um smartphone.

Os números mais recentes da entidade, de 2014, também afirmam que o país chegou ao número de 50% das casas conectadas à rede mundial de computadores. Os tablets permitem o acesso à internet em 21,9% das casas e as TVs inteligentes ficam com mais 4,9%. Apenas no Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina há mais PCs dentro das residências do que outros aparelhos com acesso à rede.

O Sebrae, complementando, também pesquisou o mercado e afirma que o uso da tecnologia é um dos pontos fortes na probabilidade de sucesso de um novo negócio e o uso de aplicativos demonstra ser um dos maiores atrativos ao público, sedento de novidades e facilidades. Mesmo com a crise que o país atravessa, a criatividade tem sido utilizada e um app é um diferencial muito bem visto.

Aplicativos como o Uber, o Spotify, o PedidosJá, Airbnb e Nubank – cartão de crédito que funciona exclusivamente via app e teve um crescimento espantoso em 2016 – são provas vivas de como a tecnologia consegue fazer negócios iniciados modestamente (até via startup) virarem negócios saudáveis, com grande expectativa de crescimento.

O PedidosJá começou em 2009 – em Montevidéu, Uruguai – com apenas 3 pessoas e hoje já opera em vários países da América do Sul, com 180 funcionários. No Brasil, a rede de entregas de alimentos tem mais de 15 mil restaurantes e estabelecimentos associados, em 400 cidades.