Atleta de Registro precisa de prótese e família faz vaquinha

Daniele é da zona rural do município e tem como sonho estar nas Paralimpíadas de Paris 2024

Por Redação 20/07/2020 - 17:02 hs
Foto: Divulgação

Daniele Vitória, de 16 anos, nasceu com má formação congênita, que causou a ausência da perna esquerda. A jovem é velocista e tem como sonho competir nas Paralimpíadas de Paris 2024. Para isso, Dani precisa de uma prótese especializada e sua família fez uma vaquinha para ajuda-la a conquistar o seu sonho.

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A atleta é natural da cidade de Registro, criada por uma família de esportistas, ela adentrou ao esporte aos 12 anos de idade. Em entrevista ao Registro Diário, a família de Daniele conta que, usando sua prótese do dia-a-dia, Dani sagrou-se bicampeã das Paralimpíadas Escolares e, em seu primeiro campeonato brasileiro adulto, já conquistou o vice campeonato no 100 metros. “Nós moramos no bairro Ribeirão Vermelho, na zona rural cidade. A Dani treina no quintal de casa, em uma estrada de terra. Mesmo com todas as dificuldades, ela sempre foi uma pessoa determinada e sorridente”, conta a mãe da Jovem, Ivani Silva, de 48 anos. 

A primeira competição de Daniele foi em 2011, uma corrida de rua organizada pelo Batalhão da Polícia Militar de Registro, onde mesmo com toda a sua dificuldade, correu 800 metros e conquistou a 3ª colocação na competição. “Desde lá ela vem pegando cada vez mais gosto pela corrida” ressaltou a família. 

A partir desta pequena competição, começa a grande trajetória da atleta, que hoje, é a segunda do ranking nacional, obtendo o índice de 15 segundos e 86 milésimos. Daniele faz parte da Equipe de Santos Fast Wheels, uma equipe composta somente por atletas com deficiência e que já conquistaram diversas medalhas nas competições de atletismo. “É uma equipe incrível e uma modalidade muito curiosa. Lá, eles não disputam por categoria, e sim por tipo de deficiência, ou seja, independente da idade, o atleta já disputa na classe funcional. Às vezes um atleta de 15 anos está competido com um atleta de 28, por terem a mesma deficiência”, explica a mãe da jovem.

Daniele nasceu em uma família de esportistas, sua mãe, Ivani, e seu pai, Sebastião, também são corredores. Apesar da linhagem, Ivani destaca que nunca obrigou a filha a seguir o rumo do esporte e que ela se interessou naturalmente. “Muitos pais querem que seus filhos sigam o mesmo caminho que eles e acabam os pressionando muito. Nós nunca quisemos isso, sempre deixamos ela escolher o que a fizesse mais feliz e, por isso, ela sempre fez diversas atividades como dança, capoeira, taekwondo... Estamos muito orgulhosos que ela escolheu o esporte naturalmente e damos o total apoio à ela”, conta a mãe.

Já Daiara, irmã mais velha de Daniele, de 28 anos, conta que se sente como segunda mãe da jovem e que a ajuda nos bastidores. “Dani é o nosso tesouro e eu me sinto a segunda mãe dela. Eu tento ajudar em coisas como fazer as malas, cuidar das viagens etc. Minha mãe, como é corredora, a ajuda nos treinos em casa. Somos uma família muito unida e temos muito orgulho dela”, desta a irmã.

No ano de 2015, a registrense competiu nos Jogos escolares Paraolímpicos, fase Estadual na categoria mirim da classe T64 T (trock) 64 de (uma perna amputada), e conquistou o 1ª lugar nos 100 metros rasos e no arremesso de pelota. 

Em 2016, ela competiu nos Jogos Escolares Paraolímpico na fase Estadual e Nacional, onde, em ambas, conquistou o 1ª lugar nos 100 metros rasos, no arremesso de pelota. No estadual, conquistou também o 1ª lugar nos 200 metros raso.

Em 2017 ela participou das loterias caixa conquistando o 2° lugar nos 100 metros. Em 2018, Dani ganhou, por indicação da atleta Vanessa Cristina, que também faz parte da equipe o patrocínio da Conforpes, de Sorocaba, uma lâmina esportiva, o que já melhorou seu desempenho, porém, essa perna não é apropriada para provas de velocidade, o que limita a atleta a se desenvolver. No início de 2019, ela foi convocada para participar do camping do comitê brasileiros paraolímpicos, que convoca os destaques das paraolímpiadas.

“Essa prótese é adequada para atividade física, não para fins esportivos. Dani ainda sente dor ao praticar o esporte com essa lâmina e, por isso, queremos comprar uma adequada para ela”, destaca a família.

Dani tem como foco as Paralimpíadas de Paris 2024, e para isso, precisa de uma prótese profissional para poder competir. Para ajudar a jovem, a família realizou uma vakinha online para arrecadar o valor de R$ 30 mil para a compra do aparelho. “Conversando com o treinador dela, Eduardo Leonel, conseguimos achar o adequado. Se ela já é a segunda no ranking nacional com uma prótese que não é adequada, o treinador acreditar que, com uma profissional, ela pode surpreender”.

“O apoio da minha família no esporte é muito importante para mim, porque isso me traz mais confiança e foco. Sabendo que eles estão lá, do meu lado e me dando força e apoio, eu tenho certeza que consigo ir bem”, declarou a atleta, Daniele Silva.

Questionada sobre sua visão de futuro após as Paralimpíadas de Paris 2024, Dani respondeu que buscará evoluir cada vez mais. “Quero me dedicar cada vez mais e conseguir várias marcas. Se Deus quiser, conseguirei mais índices e serei convocada para os mundiais”. 

Para ajudar a realizar o sonho de Daniele, clique aqui e contribua.

 

A família também busca interessados em apoiar a trajetória da atleta, por meio de patrocínios. O interessado poderá entrar em contato com a Daiara, pelo telefone (13) 99632-8656.